Número é 20% maior do que o mesmo período de 2023
Considerado o “Triângulo das Bermudas” de Santa Catarina, o trecho entre o km 204 e km 208, da BR 101, em São José, registrou 344 acidentes no primeiro semestre de 2024. O número, segundo a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pela rodovia, é 20% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
O trecho é considerado pela Confederação Nacional do Transporte como um dos mais perigosos do Brasil. Nos primeiros seis meses do ano, a Arteris Litoral Sul recebeu mais de mil ligações sobre ocorrências relacionadas aos quatro quilômetros da rodovia, com três mortes declaradas. De acordo com a concessionária, a maioria dos acidentes acontecem no sentido Sul da BR-101.
— Recentemente houve uma ampliação de capacidade, estamos com três faixas no sentido Sul, assim com três faixas no sentido Norte, melhorando a distribuição de veículos, mas mesmo assim temos esses acidentes que são diários. Em gravidade eles são menores, mas em quantidade eles aumentaram — fala José Júnior, Gerente Operacional da Arteris Litoral Sul.
Desenho da rodovia contribui para as estatísticas
A principal causa de acidentes no trecho onde passam 135 mil carros por dia são as colisões traseiras e laterais. Sidnei Schmidt, diretor do Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte (Icetran), explica que a geografia da rodovia contribui para as ocorrências.
— Quando você vai no sentido Sul tem uma subida e isso causa uma redução na velocidade dos caminhões. O fato cria problemas de retenção no trânsito e motoristas desatentos acabam se envolvendo em acidentes — explica.
A expectativa é de que o contorno viário, que deve ser inaugurado no dia 2 de agosto, diminua o trânsito no trecho.
— Há uma expectativa de migração no fluxo para lá no máximo de 20%. A percepção que nós temos é que os municípios da região da Grande Florianópolis cresceram e se desenvolveram dependendo muito da rodovia federal. A BR-101 é usada para deslocamento do dia a dia, levar crianças para escola, deslocamento para trabalho. Além disso, temos também a deficiência do transporte público coletivo e a rodovia não comporta — explica Leandro Andrade, chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Com informações do NSC Total