Carga, localizada e apreendida pela Polícia Federal no Extremo-Oeste do Estado, entrava no país sem conhecimento do Exército Brasileiro
A Polícia Federal de Santa Catarina apreendeu, nesta manhã desta sexta-feira, 8, diversas armas do tipo airsoft que entraram no Brasil sem a autorização do Exército Brasileiro. A operação aconteceu no município de São José do Cedro, no Extremo-Oeste do Estado.
Em nota à imprensa, a PF de Dionísio Cerqueira informou que foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, com base no inquérito policial que investiga a venda irregular de armas de pressão por gás comprimido sem conhecimento do Exército.
Durante a operação em São José do Cedro, cidade que faz fronteira com a Argentina, foram apreendidas diversas armas de pressão e acessórios. A polícia não informou a quantidade de objetos localizados.
O material foi apreendido e o investigado preso em flagrante pelo delito de contrabando, com pena privativa de liberdade estipulada em até cinco anos de reclusão.
Armas de airsoft
As armas do tipo airsoft se tornaram populares com o crescimento do e-commerce no Brasil. Atualmente, os artigos são facilmente encontrados em sites de vendas on-line. O preço baixo é um dos principais atrativos desse tipo de armamento. É possível encontrar pistolas por menos de R$ 100.
As armas de airsoft são usadas para fins esportivos e funcionam por meio de gás comprimido ou por um mecanismo de mola. As munições geralmente são pequenas esferas de metal. No Brasil, a comercialização não é proibida, mas tem regras. Todas as armas precisam ter uma ponta laranja sinalizando que não se trata de um artigo verdadeiro. Além disso, os itens não podem ser vendidos a menores de idade.
O grande problema dessa facilidade de acesso ao armamento é que eles são comumente confundidos com armas de fogo reais e acabam sendo usadas por criminosos para cometer assaltos e outros crimes que envolvem ameaça.
Em fevereiro, o Ministério Público Federal do Espírito Santo pediu a proibição da venda de airsofts no país. Na ação ajuizada contra a União, o órgão afirmou que o comércio fere o Estatuto do Desarmamento, que barra “a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas ou simulacros de armas de fogo, que com essas possam confundir”.
No mesmo sentido, existem projetos de lei na Câmara dos Deputados que tentam restringir a venda ou aumentar a pena para quem comete crimes usando essas armas. As informações são do Metrópoles.
Com informações do TNSul