Itapema tem quase 300 pacientes que contraíram a doença no município. Casos de febre de chikungunya chegam a oito.
O número de casos de dengue em Santa Catarina chegou a 710 em 2019, conforme boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) divulgado na tarde desta quinta-feira (23). Juntas, as cidades do Litoral Norte Itapema e Camboriú têm mais de 400 pacientes que contraíram a doença nos próprios municípios.
A doença, além da febre de chikungunya e do vírus da zika, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados são referentes ao período entre 30 de dezembro a 18 de maio. No ano passado, nesse mesmo intervalo, foram 41 casos confirmados de dengue no estado, um aumento de mais de 1600%
Dengue
A maioria das pessoas com dengue no estado foi infectada dentro do território catarinense.
Em relação às cidades que tiveram mais pacientes infectados nos próprios municípios, o Litoral Norte segue com mais casos.
Nos casos em que a doença foi contraída fora de Santa Catarina, os pacientes foram infectados nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Pará, Pernambuco, Tocantins, Rio de Janeiro, Acre, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso.
Os pacientes são moradores de:
Florianópolis: 10 casos
Blumenau, Itajaí e Joinville: 5 casos cada
Chapecó: 4 casos
Imbituba e Xanxerê: 3 casos cada
Brusque, Palmitos, São José e Seara: 2 casos cada
Balneário Camboriú, Campos Novos, Canoinhas, Faxinal dos Guedes, Laguna, Navegantes, Orleans, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José do Cedro, São Miguel do Oeste, Videira e Xaxim: 1 caso cada.
Febre de chikungunya
O número de casos de febre de chikungunya também subiu. São oito casos em Santa Catarina, todos contraídos fora do estado.
Os pacientes são moradores de: Balneário Camboriú, Brusque, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Pinhalzinho e Tubarão e provavelmente foram infectados nos estados de Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão.
Não há casos de vírus da zika em 2019 em Santa Catarina.
Aedes aegypti
No estado, 87 cidades são consideradas infestadas pelo mosquito, conforme a Dive-SC.
Prevenção
A Dive-SC divulgou orientações para evitar proliferação do Aedes aegypti:
- evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
- guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
- mantenha lixeiras tampadas;
- deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
- plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
- trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
- mantenha ralos fechados e desentupidos;
- lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
- retire a água acumulada em lajes;
- dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
- mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
- evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
- denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
- caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento
Com informações do site G1/SC