Consumidor fica vulnerável ao excesso de agrotóxico nos alimentos
O excesso de agrotóxico nos alimentos tem causado inúmeras discussões sobre a qualidade da segurança alimentar. Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os níveis de pesticida encontrados nos alimentos chegam a quase 100%.
A substância é utilizada para garantir que os produtos cheguem ao consumidor em bom estado, mas em alguns casos o efeito é inverso.
“A vulnerabilidade do consumidor ainda é de risco. Embora haja um avanço na tecnologia na área de alimentos, existe uma falta de comprometimento de muitos produtores”, avalia a presidenta da Associação das Donas de Casa e dos Consumidores (Adocon), Reneuza Marinho Borba.
Ela acredita que a segurança alimentar só será avaliada mais criteriosamente quando o poder público tiver uma posição mais exigente.
“Temos a vigilância sanitária nos municípios. Sem este órgão estaríamos mais vulneráveis quanto a conservação dos alimentos. Mas a representatividade dos profissionais na área é inferior à demanda. Eles têm dificuldade de trabalhar por falta de estrutura. O consumidor acaba por comprar produtos inadequados”, reclama Reneuza.
Agrotóxicos em excesso
Pimentão – 91,8%
Morango – 63,4%
Pepino – 57,4%
Alface – 54,2%
Cenoura – 49,6%
Sem o que comemorar
O Dia Mundial da Alimentação é lembrado na próxima terça-feira. Mas para a presidenta da Associação das Donas de Casa e dos Consumidores (Adocon), Reneuza Marinho Borba, não há o que comemorar. “A comida é um produto muito caro e não chega na mesa de toda as pessoas”, lamenta.
Em todo o mundo, estima-se que mais de um bilhão de pessoas passam fome. No Brasil, o índice ultrapassa a marca de 11,2 milhões pessoas.
“Falou-se tanto na produção transgênica de alimentos como objetivo de combater à fome, mas ainda não sabemos o que fazer para resolver o problema”, observa Reneuza.
Para ela, o Dia Mundial da Alimentação passa a ser de reflexão para se criar respostas e obter um resultado comprometedor. “É preciso criar políticas públicas eficazes”, conclui.
Qualificação dos alimentos
Santa Catarina destaca-se no país por obter órgãos que qualificam os produtos que chegam à mesa do consumidor: Epagri e Cidasc.
Um dos trabalhos da Epagri é voltado ao combate das doenças de origem animal, que inicia na fiscalização dos abatedouros. A Cidasc regula os estabelecimentos não credenciados para comercializar agrotóxicos.
Para vender fertilizantes aos produtores rurais, os estabelecimentos comerciais precisam estar credenciados na Cidasc. Em Santa Catarina, estima-se que há 1,6 mil pontos de venda regulamentados. Na Amurel são 40 locais.
Segundo o responsável pela área de agricultura na gerência regional da Cidasc em Tubarão, engenheiro Ricardo Miotto, o foco fiscalização é para não haver resíduo na alimentação.“De junho do ano passado ao mesmo mês deste ano não detectamos nenhuma infração nos estabelecimentos não credenciados à Cidasc”, explica Ricardo.
Notisul