Segurança 11 de Janeiro de 2017 - 19:39:49

Polícia Civil afasta delegado da DIC de Araranguá e agente por 60 dias

Em dezembro, Justiça já havia determinado o afastamento por 90 dias. Delegado Jorge Giraldi é suspeito de matar ex-companheira em 2012.

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil afastou na segunda-feira (9) pelo prazo de 60 dias o delegado de Polícia Jorge Giraldi, coordenador da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Araranguá, e o agente de polícia Jaques de Oliveira. A Justiça acusa o delegado de matar a ex-companheira em 2012 e o policial de co-autoria.

O delegado não atendeu às ligações do G1. O advogado dele, Gian Carlos Goetten Setter, informou que irá se reunir com o cliente na próxima sexta-feira (11). "Apesar de discordarmos do afastamento, ele já havia solicitado os três meses de licença-prêmio que lhe cabiam em dezembro", disse o advogado.

A decisão, assinada pelo delegado geral da Polícia Civil, Artur Nitz, foi publicada nesta quarta (11) no Diário Oficial do Estado. Em dezembro, a Justiça já havia determinado o afastamento dos dois da comarca  por 90 dias. A medida foi tomada após denúncia da 4ª Promotoria da Comarca de Araranguá protocolada em 13 de dezembro.

Conforme a delegada corregedora da Polícia Civil, Sandra Mara Pereira, a decisão administrativa da Polícia Civil reforça a já tomada pela Justiça. "O afastamento é válido por 60 dias com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. O intuito é que ele fique afastado até o final das investigações", disse Sandra.

Na publicação, a justificativa da Polícia Civil para o afastamento é "a fim de que o servidor não venha a influenciar na apuração da irregularidade a ele imputada", que no caso, é de homicídio qualificado. Também é determinado que eles recebam dois terços do valor total dos vencimentos durante o período de afastamento.

Segundo a corregedora, o delegado já não atua mais na região, apesar de residir no município. A Justiça solicitou que os dois não se aproximem das testemunhas.

Crime

Conforme o MP, o crime ocorreu em 2012, quando a mulher foi encontrada morta dentro de um carro em Balneário Arroio do Silva. A filha dela com o delegado, de um ano e um mês, estava viva no banco de trás. A criança passou 10 horas sozinha no carro após o crime.

"Houve um inquérito, ainda em 2012, que culminou com a denúncia agora da 4ª promotoria de Araranguá. A vítima foi atingida com quatro tiros, três dele na cabeça e um no ombro. O delegado foi denunciado como autor e um polícia como co-autor", disse o 4º promotor de Justiça, Marcio Gai Veiga.

Com informações do G1 SC

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